Clã: Lasombra
Título: Princesa de Belo Horizonte
Alcunha entre os Membros: A Baronesa do Véu Carmim
Descrição Pública:
Poucos em Belo Horizonte ousam pronunciar seu nome com leveza. Para a maioria, basta chamá-la de Princesa — ou, entre os mais antigos, de Baronesa.
Doralice de Mourão é uma figura envolta em sombra e reverência. Sua presença é como um sussurro cerimonial: quando entra, as vozes se calam. Quando fala, as vontades se curvam. Seu semblante pálido e imutável carrega séculos de silêncio, e seus trajes mesclam luto e liturgia — longos vestidos negros e vinhos, ornados com prata opaca e broches barrocos.
Dizem que as luzes sempre escurecem sutilmente quando ela se aproxima. Ninguém sabe ao certo se isso é coincidência… ou escolha.
História Conhecida:
Doralice nasceu sob a sombra das torres coloniais de Minas, entre Mariana e Ouro Preto, onde viveu como baronesa influente no ciclo do ouro. Patrocinadora de festas religiosas, igrejas e romarias, logo atraiu a atenção de um Lasombra português, que viu nela não apenas piedade, mas ambição vestida de fé.
Desde então, ela atravessou os séculos com a paciência das pedras e a frieza do mármore. Jamais buscou o trono… mas ele sempre pareceu se formar ao redor dela.
Durante o colapso que afetou os anciãos do mundo com o chamado para o Oriente Médio, Doralice não partiu. Permaneceu. E com o vácuo de poder, foi reconhecida Princesa de Belo Horizonte sem resistência. Alguns dizem que não houve oposição porque ela já era, secretamente, quem governava — apenas faltava oficializar.
Estilo de Regência:
Não levanta a voz.
Não faz discursos inflamados.
Não se suja com execuções — tem Ferrugem para isso.
Mas todos sabem: se ela decidir que você caiu em desgraça, ninguém o salvará.
Seu poder é feito de pactos silenciosos, promessas veladas e silêncios prolongados. Ela preserva os ritos da Camarilla com devoção quase religiosa, mas não hesita em reescrever tradições quando lhe convém, como fez ao manter Lasombra sob sua própria bandeira.
O que os Membros sabem (ou acham que sabem):
Seu refúgio nunca foi confirmado, mas acredita-se que esteja sob um antigo mosteiro convertido.
Nunca foi vista em frenesi.
Mantém laços com entidades misteriosas do subsolo da cidade, o que a torna temida até entre os Nosferatu.
Eleonora Castellane não ousa enfrentá-la diretamente.
Acredita-se que sua permanência em BH seja por um motivo espiritual e geográfico — como se a cidade fosse parte de um ritual maior iniciado em Ouro Preto.